1) Metrô Vila Madalena terá shopping center: será um centro comercial com 150 lojas, a ser construído pela construtora Método e com inauguração prevista para 2011. A obra começa no segundo semestre de 2009 e vai consumir R$ 50 milhões. Serão 3.800 m² com 23 mil m² de área construída, devidamente composta por cinco andares de lojas e três subsolos. A Método vai administrar o shopping por 20 anos depois de construir o monstrengo (alguns shoppings têm uma arquitetura bonita, reconheço, mas a maioria deles parece um trambolhão que emergiu das entranhas da terra e fica ali, estática, consumindo os cérebros de quem passa em volta até que sintam uma necessidade inconsciente de entrar e comprar, comprar, comprar...). As fotos, abaixo, foram copiadas do portal PINIWeb. A pergunta é: e a crise? Ou as construtoras não estão levando a sério a onda de quebradeira ou estão especulando e jogando a responsabilidade de seus investimentos no "sistema", como os jornais gostam de dizer. Eu acho que sei a resposta.
2) Estação elétrica dá espaço a prédios: a idéia da Eletropaulo, a distribuidora de energia de São Paulo, é compactar as subestações localizadas em áreas nobres das zonas oeste e sul da capital para dar espaço à cosntrução de prédios. Para conseguir isso, está modernizando os equipamentos para não diminuir a capacidade das estações. Claro que isso tem um custo que, no caso da primeira subestação compactada a 15% do seu tamanho original, no bairro do Itaim Bibi, chegou a R$ 38,3 milhões. O terreno foi vendido a R$ 38,6 milhões. Á especulação imobiliária nunca esteve tão forte, valendo a mesma pergunta da notícia acima. E a crise? E outra dúvida que paira no ar: o que a Eletropaulo ganha com isso? Pode até ser, mas acho bem pouco provável que a companhia (qualquer companhia) desembolsasse quase R$ 40 milhões pra ter um retorno de apenas R$ 300 mil. Se o argumento é modernizar as instalações, porque os investimentos não são nas subestações da periferia?
3) Marquise do Ibirapuera será reformada em 2009: cerca de R$ 12 milhões serão gastos para reformar a obra do arquiteto Oscar Niemeyer. A Marquise foi concluída em 1954 e, como era de se esperar, nunca passou por uma manutenção efetiva, apenas por reparos pontuais. Obviamente, esse descaso fez com que surgissem trincas, fissuras, goteiras e infiltrações, colocando em risco toda a estrutura. Há o risco, dizem, de que venha abaixo sobre a cabeça de skatistas, patinadores, ciclistas e esportistas e transeuntes em geral. Eu levarei o alerta a sério. Não é tão incomum desabarem marquises (muito menores) por aí. Os vãos são grandes, a área de exposição é grande e a omissão dos órgãos responsáveis pela manutenção é sempre maior do que imaginamos. A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, que responde pelo Parque, vai aproveitar a bagunça da reforma para arrancar dali os banheiros e o restaurante, elementos que não constam do projeto original do arquiteto. É ridícula a falta de manutenção, mas essa não surpreende (dá uma olhada embaixo das pontes e viadutos da cidade. Qualquer uma dessas obras de arte está num estado de dar medo!). Agora, se tem uma coisa que não entendo é essa devoção ao famoso "projeto original". Não conheço detalhe algum desse projeto e estou bem longe de ser especialista em qualquer coisa, mas não consigo aceitar que um projeto original não possa ser melhorado. Numa primeira leitura, me parece bom colocar banheiros num local freqüentado por milhares de pessoas. Mais: parece um erro do arquiteto não prever a necessidade deles. Se até a Constituição muda numa canetada do Presidente, afetando a vida de milhões de pessoas. Por que um projeto de arquitetura não pode mudar?


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